sexta-feira, 9 de março de 2012

women

Mulheres ganharam um dia para ser comemorado como seu, merecem? com certeza, mas não mais do que merecem o respeito e admiração todos os dias, no mesmo grau que o merecem os homens, as crianças, os animais, as plantas, todas as formas de SER, enfim.
Devo admitir que é bem bom receber cumprimentos por ser especial em um dia. 
Então, como a vida é feita de pequenas alegrias, risos, e emoções, tenhamos e comemoremos nosso dia. Beijo a todas as mulheres, e aos homens que me lêem também.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

meu dizer

Essa sou eu.
A louca do dia azul
Que pula da montanha mais alta
Sem saber o que vai encontrar lá embaixo
Desde que esse pulo permita ser feliz
Não prevê consequencias
Grita para ser ouvida
Sonha para poder dormir
Há muita dor no fundo do peito
Mas mais amor ainda
Para poder seguir

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Uma na outra

Eu sou aquela que dormiu à noite sem sonhar.
Que te fez rolar na cama, de olhos abertos, vidrados, colados no teto.
Pensando, remoendo, tentando solucionar o que o dia deve responder.
Eu sou você sem pudores, você pronta para atacar.
Você ata e eu desato o nó que está nos sufocando.
Sem saber como lidar comigo, 
Você sofre e chora, tem dores e implora,
Que eu não volte a atacar.
Eu não sou sem você, nada.
Eu estou em você, toda.
Venha, me conheça.
Entenda o meu processo e seremos outra vez a mesma voz.
Saindo da sua garganta, falando por nós duas.
Não se deixe calar com medo de mim.
Eu sou o que você não conhece em si.




sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Abandono de verão

Deixei o blog de lado, mal sento em casa no computador para pensar, apenas para me distrair, não estou sendo profunda neste verão. O verão, por si só e por seu calor, é contraproducente, é lânguido, é preguiçoso. Assim estou eu, sem ater-me a leituras, pensamentos, reflexões e escritos. Não, isso não é bom. Deveria, ao invés de estar na rua - correndo, caminhando - estar na cadeira, com caneta em punho ou ,como prefere a geração multi-mídia, com teclado e mouse a postos. Também tenho sido abandonada pelos meus (poucos) leitores. Preciso fazer algo para que leiam meus escritos, estou pensando em mudar o tema, falar de coisas que gosto de fazer e ver no que vai dar, mas me parece que o que atrai leitores é a divulgação, e isto, ainda que seja uma leonina, eu não sei fazer: me expor. Também estou na inquietação de buscar algo que me realize de uma vez por todas, chega que tapar o sol com a aba do chapéu que me esconde.

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Novo tempo

Um novo tempo é chegado, dele faremos o que conseguirmos, tentaremos mudar, melhorar, crescer, ser mais feliz. Esquecemos que este tempo ontem foi nosso amanhã, agora ele é nosso presente e amanhã, ele será o nosso passado. Não há Ano Novo, há vida nova, todos os dias. Tudo se renova, desde o ar que respiramos, até a água que nos mantém, a pele que nos recobre, o sol que nos ilumina e a luz que nos guia. Sejamos sempre novos e renovados, na saúde, na harmonia, na caridade e no Amor fraterno. Bendito seja Deus que nos reuniu no Amor de Cristo, Jesus seu filho e nosso irmão.

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Flores

Flores (Titãs)

Olhei até ficar cansado
De ver os meus olhos no espelho
Chorei por ter despedaçado
As flores que estão no canteiro
Os punhos e os pulsos cortados
E o resto do meu corpo inteiro
Há flores cobrindo o telhado
E embaixo do meu travesseiro
Há flores por todos os lados
Há flores em tudo que eu vejo
A dor vai curar essas lástimas
O soro tem gosto de lágrimas
As flores têm cheiro de morte
A dor vai fechar esses cortes
Flores
Flores
As flores de plástico não morrem
Olhei até ficar cansado
De ver os meus olhos no espelho
Chorei por ter despedaçado
As flores que estão no canteiro
Os punhos e os pulsos cortados
E o resto do meu corpo inteiro
Há flores cobrindo o telhado
E embaixo do meu travesseiro
Há flores por todos os lados
Há flores em tudo que eu vejo
A dor vai curar essas lástimas
O soro tem gosto de lágrimas
As flores têm cheiro de morte
A dor vai fechar esses cortes
Flores
Flores
As flores de plástico não morrem
Flores
Flores
As flores de plástico não morrem

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

versos

Nunca mais se ouviu falar dela,
Entrou dentro do travesseiro
E foi engolida pelas lágrimas.
Ao saber que tudo não passava de brincadeira.
Ele vai arrumar outra
E ela vai chorar
Até se perder dentro do travesseiro.