sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Words


Belongs,
You and me.
Following,
Each other.
Together,
In love.
Amazing,
Crazy and lazy.
All above,
About we.

terça-feira, 9 de outubro de 2012

De mim

Eu já fui melhor, eu já fui pior.
Eu já fui louca, eu nunca fui santa.
Eu já fui linda, eu já fui bem jovem.
Eu já errei, eu já acertei.
Eu já magoei e fui magoada.
Eu já perdi e já ganhei.
Já me arrependi e desisti,
mas sempre volto a algum ponto para recomeçar.
Eu acredito em mim, 
Acredito que de alguma forma eu sou capaz

de ser feliz.

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Do fim de tarde na meia-estação

Por um momento ficar à deriva, buscando chegar naquele lugar, que quando apontar, não será mais aquele; será logo este, onde vim caminhar.
O sol acompanha os passos, que tocam o chão e o ponto onde quero chegar.

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Nunca mais eu sentei sozinha na beira do mar, 
nem molhei os pés nas ondas da beiramar. 
Faz tempo que o tempo não traz o mar, 
para dentro do meu próprio amar. 

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Luz do Sol

Tem dias que o sol preenche todo o meu ser
Com sua energia, seu calor e seu enternecer.
Hoje eu cheguei primeiro do que ele,
Abri a janela e me entreguei.
Ele se abriu todo para mim e eu saí,
Vencida de prazer.

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

A Essência da Poesia

A Essência da Poesia  (Pablo Neruda)

Não aprendi nos livros qualquer receita para a composição de um poema; e não deixarei impresso, por meu turno, nem sequer um conselho, modo ou estilo para que os novos poetas recebam de mim alguma gota de suposta sabedoria. Se narrei neste discurso alguns sucessos do passado, se revivi um nunca esquecido relato nesta ocasião e neste lugar tão diferentes do sucedido, é porque durante a minha vida encontrei sempre em alguma parte a asseveração necessária, a fórmula que me aguardava, não para se endurecer nas minhas palavras, mas para me explicar a mim próprio.
Encontrei, naquela longa jornada, as doses necessárias para a formação do poema. Ali me foram dadas as contribuições da terra e da alma. E penso que a poesia é uma acção passageira ou solene em que entram em doses medidas a solidão e solidariedade, o sentimento e a acção, a intimidade da própria pessoa, a intimidade do homem e a revelação secreta da Natureza. E penso com não menor fé que tudo se apoia - o homem e a sua sombra, o homem e a sua atitude, o homem e a sua poesia - numa comunidade cada vez mais extensa, num exercício que integrará para sempre em nós a realidade e os sonhos, pois assim os une e confunde.E digo igualmente que não sei, depois de tantos anos, se aquelas lições que recebi ao cruzar um rio vertiginoso, ao dançar em torno do crânio de uma vaca, ao banhar os pés na água purificadora das mais elevadas regiões, digo que não sei se aquilo saía de mim mesmo para se comunicar depois a muitos outros seres ou era a mensagem que os outros homens me enviavam como exigência ou embrazamento. Não sei se aquilo o vivi ou escrevi, não sei se foram verdade ou poesia, transição ou eternidade, os versos que experimentei naquele momento, as experiências que cantei mais tarde.
De tudo aquilo, amigos, surge um ensinamento que o poeta deve aprender dos outros homens. Não há solidão inexpugnável. Todos os caminhos conduzem ao mesmo ponto: à comunicação do que somos. E é necessário atravessar a solidão e aspereza, a incomunicação e o silêncio para chegar ao recinto mágico em que podemos dançar com hesitação ou cantar com melancolia, mas nessa dança ou nessa canção acham-se consumados os mais antigos ritos da consciência; da consciência de serem homens e de acreditarem num destino comum. Pablo Neruda, in "Nasci para Nascer" (Discurso na entrega do Prémio Nobel)

terça-feira, 24 de julho de 2012

Escrever

Quanto tempo sem vir aqui como escritora, estou em um momento de ebulição total no meu cérebro, mas ainda não explodiu. O processo, comigo, se dá dessa maneira: pensamentos, pensamentos, ideias, mensagens que surge/se formam na minha mente e, em dado momento, explodem e tornam-se palavras escritas, normalmente, porque sou mais da palavra escrita do que da falada.
A minha palavra falada se fez presente na FLIP, onde eu surpreendentemente, me soltei e declamei meus poemas com ênfase, do fundo da alma. Foi enriquecedor viver aquele momento.
Aqui, no blog, que é meu espaço/terapia/exposição, eu deito e rolo com a palavra escrita e me delicio com o que pode ser que você, caro leitor, possa estar pensando, ou entendendo do meu dizer.
Esta postagem foi apenas para dizer que eu continuo com sede de escrever, e que não abandonei o meu propósito de ser escritora, agregado a todos outros fazeres e sentires. Bom saber que sou lida e entendida. 

And since you know you cannot see yourself,
so well as by reflection, I, your glass,
will modestly discover to yourself,
that of yourself which you yet know not of.
 
(William Shakespeare)